As causas dos acidentes de trânsito em rodovias são, usualmente, decorrentes da interaçãode fatores humanos, do veículo e do meio ambiente (via, entorno e condições climáticas). Assim, é prudente que, ao elaborar um programa de segurança rodoviária, sejam abordadas as diferentes áreas onde o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT atua.
Através deste portal é possível conhecer as atividades do órgão na área de segurança viária, assim como os principais manuais, normas e eventos sobre o tema.

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Alerta sobre o perigo de usar celular ao volante

Publicado em:08/07/11

Estudo da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia - SBOT mostra que quase 85% dos motoristas têm o hábito de usar celular ao volante, o que aumenta risco de acidentes com fraturas graves

Rio - Quase 85% dos cariocas já viram motoristas usarem celular ao volante. Entretanto, somente 30% daqueles que dirigem admitem o mau hábito. A conclusão é de pesquisa encomendada pela SBOT. O estudo, feito com 1.020 pessoas maiores de 18 anos, no Rio e em São Paulo, também analisou o comportamento dos pedestres.

 

O secretário-geral da SBOT, José Sérgio Franco, lembra que quando o motorista se distrai no trânsito — pelo uso de celular ou ao trocar estação de rádio, por exemplo —, o risco de colisões com outros carros e de atropelamentos aumenta. A consequência é a ocorrência de fraturas, tanto nos pedestres, quanto nos motoristas. “Tornozelo, joelho e fêmur são as regiões mais atingidas. Mas coluna, punho e crânio também podem sofrer danos, tanto em quem é atropelado, quanto em quem está dirigindo quando acontece a batida”, afirma Franco.

De acordo com o médico, o trauma pode ter consequências irreversíveis. “Traumatismo craniano leva a danos cerebrais, fratura na coluna danifica a medula, e braços e pernas podem ficar tortos”.

O estudo será apresentado ontem no XXV Fórum Internacional sobre Prevenção de Acidentes de Trânsito e é base da campanha nacional contra o uso de celulares ao dirigir, a ser lançada também hoje pela SBOT.

Maioria não olha ao atravessar rua

Quem não está de carro também é responsável pela ocorrência de acidentes. A pesquisa da SBOT mostrou que conversar, ter pressa e falar ao telefone algumas atitudes comuns dos pedestres ao atravessar a rua. E isso, de acordo com José Sérgio Franco, é tão perigoso quanto se distrair ao volante.

“O pedestre que atravessa a rua entre os carros, além de demorar mais para fazer o trajeto, ainda corre o risco de ser atropelado por uma moto”, afirma o secretário-geral.

O estudo mostrou ainda que o pedestre carioca corre mais riscos que o paulista, pois é mais distraído. No Rio, mais de 70% não olham para os dois lados da rua antes de atravessar. Já em São Paulo, o número cai para 59%.

Fonte: O DIA ONLINE





 
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